27.1.08

Berlusconi II: O Retorno (ou Valha-me Deus!)

O governo caiu, é claro. Mas ao horizonte se anuncia o provável retorno de Silvio Berlusconi como Premier Italiano.
Pessoas, sabe quando você tem um déjà-vu de todas aquelas maracutaias da cena política brasileira. Aqui muda o país, muda o continente, os nomes, as máfias, mas a substância é a mesma: uma política que a todo momento te faz vir a vontade de colocar o dedinho na goela e chamar o Raullllllllllll

25.1.08

Feliz Aniversário para a nossa São Paulo

Hoje Sampa comemora 451 aninhos de idade: jovial, claustrofóbica, garoenta, fantástica e produzindo 31% do PIB brasileiro.
Para comemorar os 451 aninhos, nada melhor do que publicarmos aqui uma foto de um ilustre filho de São Paulo: Clodovil Hernandes, que graças aos votos dos paulistas, foi eleito deputado federal com 521.000 votos.
São Paulo, Clodovil te abraça... nuzinho da Silva, é claro.
Parabéns :-)

24.1.08

Incredible Egypt: Chegando em Taba

Monte Sinai


Quanto mais nos aproximávamos de Taba, a paisagem ficava cada vez mais rochosa e com montanhas inacreditáveis. As cores são mágicas. A única coisa que cortava as montanhas eram as estradas que uniam um lugar ao outro. O ônibus que saiu do Cairo parava em Taba, Nuweiba (se pronuncia Nuéba) e Dahab.

Em Taba começa uma série de check-points com controle militar. Os soldados subiram no nosso ônibus, pediram documentos de todos os passageiros. Para nós dois perguntaram a nossa nacionalidade, mas não me lembro se tivemos que mostrar o passaporte ou não.

Descemos na primeira parada depois do check-point e de lá pegamos um táxi. Obviamente a primeira coisa que o motorista fez foi ... adivinhem... nos dar seu cartão de visitas com o número de telefone. E assim começamos a nossa aventura com o segundo hominho-motorista.

Dali até o nosso hotel viajamos uns 50 kilômetros e passamos por vários outros check-points. Em alguns mostrávamos o passaporte, em outros não. Mas a coisa "engraçada" é que as pessoas ficavam curiosas em ver uma brasileira por aquelas bandas, então eram sempre só sorrisos e 100% cordialidade. Não que elas não sejam assim, mas era muito engraçado ver as pessoas dizerem: "Brazil! Are you from Brazil?!". Aliás, uma das fronteiras entre Gaza e Egito, dessas que foram muradas, se chama "El Brazil".

O nosso hotel era o Radisson, do qual tenho váriasssss coisas muito curiosas para contar, inclusive ter visto em toda a minha vida o primeiro papai noel vestido de preto, e não de vermelho.

Mas isso é assunto para o próximo post.

Aguardem as próximas cenas emocionantes de "As aventuras de Lulu no Egito".

23.1.08

Incredible Egypt: do Cairo para Taba


No nosso terceiro dia no Egito, nos transferimos do Cairo para a Península do Monte Sinai. Alojamos em Taba, então estaríaamos pertinho de Israel, de frente para a Jordania e para a Arábia Saudita.

Resolvemos usar os meios de transporte públicos locais. Pegamos o ônibus da East Delta, que sai do Cairo e chega no Mar Vermelho após seis horas de viagem. O horário de partida é as 7:15 da manhã. O nosso motorista de táxi, o Sr. Ahmed, veio nos buscar às 6:15. Em menos de 15 minutos estávamos no terminal. Ele nos deixou lá e nos deu um abraço forte. Devo dizer que fiquei emocionada ao me despedir do hominho-motorista, porque ele realmente foi muito querido conosco. Se alguém for ao Cairo e precisar de um motorista ou guia local, me contate e eu dou o número do celular do Sr. Ahmed.

Assim que o ônibus sai do Cairo, a paisagem já fica totalmente desértica. É areia para todo lado, umas palmas aqui e outras ali. Nos bairro que ficam na periferia do Cairo não existe asfalto. As ruas são de terra batida e/ou areia. É muito impressionante ver esses bairros no meio do deserto.

Nós éramos os únicos estrangeiros no nosso ônibus. No total só éramos três mulheres. A viagem foi bem calma e silenciosa. E eu dormia-acordava-dormia-acordava. A paisagem era sempre mais ou menos a mesma. A um certo ponto o ônibus parou e atravessamos o Canal de Suez. A travessia é feita por um tunel subterrâneo, assim com a travessia do Canal da Mancha, que separa a França da Inglaterra.

A paisagem foi ficando cada vez mais rural-agreste. Vimos pastores com as suas cabras, acampamentos de beduínos e mais ou menos na metade da viagem avistamos os primeiros camelos, mas digamos que os locais também usam bastante o jumento com meio de locomoção, já que o camelo não é um animal muito barato.

O ônibus também fez uma parada, no meio do caminho, em um ponto de parada com banheiro e restaurante. Quase todos desceram para fazer um lanchinho. Eu não quis ir ao banheiro, mas Federico foi e disse que era limpíssimo. Eu fiquei só observando as pessoas e a paisagem. Passam algumas mulheres e crianças pastoreando um rebanho de cabras. O sol era forte, mas o vento era bem fresco.

Subimos novamente no ônibus e conforme nos aproximamos do Sinai, a paisagem foi ficando mais montanhosa e rochosa, com grandes canions coloridos.

E eu dormia-acordava-dormia...

Aguardem as cenas dos (muitos) próximos capítulos

22.1.08

Prodi: cabeças vão rolar

Por aqui se respira área de queda de governo. O consultor financeiro do nosso banco disse que desde 11/09/2001, o mercado não via uma fibrilação tão grande. Será que o governo cai ou não cai. Quero mais que exploda e leve todos essa politicagem corrupta pro buraco. Mas seria bom demais para ser verdade. E exterminados esses corruptos, surgiriam outros, com certeza. O problema não são as pessoas, mas a mentalidade italiana: uma vez no poder, se rouba tanto e tão descaradamente, que Roberto Jefferson e Mensalão parecem até coisas de principiante.

21.1.08

Incredible Egypt: me irritei, mas gostei de tudo :-)

Black Cab no Cairo (mas esse da foto está muito bem conservado)

Passei 2 dias e meio no Cairo, na ida, mais 12 horas na volta. Digamos que nas primeiras 36 horas passei por algumas irritações, mas como achei injusto que só eu ficasse irritada, fui encher o saco do pessoal do hotel que me vendeu essa "furada" chamada excursão. E eles me devolveram parte do dinheiro, o que só me faz confirmar que a excursão realmente era uma furada.

Depois disso nós adotamos a seguinte tática: "alugamos" um motorista de taxi local, que era um dos motoristas que já fazia ponto em frente ao hotel. Era um senhor super fofinho, que trabalhava como motorista de taxi há 25 anos. A partir daí ele foi o nosso "anjinho da guarda".

Ele nos dava dicas de tudo, dizia quando algum lugar era uma furada, nos indicava os restaurante com preços bons, os que eram limpos ou não, etc.

Acho que essa pode ser uma boa solução para turistas "ocidentais", ou seja, alugar um hominho que possa ficar totalmente à nossa disposição. A tarifa era mais ou menos 15 euros a cada 5 horas de serviço de táxi. Normalmente eu pagava em moeda local e dava a gorjeta em dólar. E um pouco mais cara no dia que ele ficou à nossa disposição das 17 às 2 da manhã. Acho que nesse dia, entre o preço do táxi e a gorjeta, eu devo ter pago menos de 40 euros.

Achei um artigo na BBC, que conta exatamente a situação do trânsito e dos táxis no Cairo. Leiam aqui: Taxi revolution on Cairo streets

20.1.08

Incredible Egypt: Museu Egípcio do Cairo



O museu egípcio do Cairo se gaba de ter mais de 120.000 objetos, que contam a História do Egito desde a pré-história até o período greco-romano.
Atualmente existe no Egito um forte movimento cultural, apoiado pelo governo e ministério da cultura, com a intenção de trazer de volta para o Egito algumas peças fundamentais que foram "roubadas" e hoje estão expostas em museus como Louvre e o Museu de Berlim, que expõe o famoso busto de Nefertite.
O que dizer? Quem já viu qualquer mostra sobre o Egito, ou as sessões de Egiptologia de outros museus do mundo, creio que ficará um pouco decepcionado com o Museu do Cairo. Não pela pouca quantidade ou qualidade das peças expostas, muito pelo contrário. Só a sessão decidada a Tutankhamon, com as suas máscara de ouro, deixa qualquer mortal boquiaberto.
O problema do museu é:
a) O museu é muito velho, as etiquetas explicando as obras a serem vistas ainda estão escritas com máquina de datilografia (tipo aqueles velhos catálogos que a gente encontra nas bibliotecas), e algumas vezes à mão.
b) Os expositores de vidro para as obras são de vidro e madeira escura, dando a idéia que a gente está num velho armazém, não dando nenhum ressalto ou valorização às obras expostas.
c) É muitas coisas exposta para "pouco" espaço, fazendo com que na verdade a gente tenha uma grande idéia de poluição visual, parecendo mais um bazar do que um museu. A iluminação também não ajuda.
d) Não existe uma ordem cronológica e algumas salas tinham os números escritos em árabe, e também considerando que a ordem cronológica das salas era meio estranha, sem um mapinha ficava meio difícil entender para onde ir.
e) Logo na entrada tem dois bookshops, mas ali também impera a desorganização total. As lojinhas são tão pequenas, e tem tanta coisa dentro, exposta em ordem aleatória, que pelo menos para mim passou totalmente a vontade de comprar algum catálogo ou algo parecido.
f) Esqueça o coffee shop!
É impossível pensar em ver tudo de uma vez, então decidimos nos concentrar no que achávamos mais importante (tipo o Tesouro de Tutankhamon, com a famosa máscara de ouro) e algumas múmias reais, por exemplo. Como eu disse, as peças do museu são maravilhosas e de valor inestimável, mas a exposição deixa muito a desejar.
A visita ao museu, porém, vale a pena e é melhor tentar organizar em horários quando não tem muito turista dentro. Normalmente na parte da manhã ou no finalzinho da tarde.

19.1.08

Papo mulherzinha

Se é verdade que somos o que comemos, como diz o título de um famoso livro, o que eu ando comendo tem feito de mim uma pessoa melhor [uiiii... que afirmação profunda! Acho que já posso dar entrevista pra Caras :-)], mais magra e com uma pele maravilhosa.

Como decidi emagrecer para entrar num vestido de noiva para magras, voltei a fazer a dieta dos Vigilantes do Peso para perder 5 quilos. Com isso cortei frituras, chocolate, embutidos crus e muitas outra coisas. Passei a comer muita verdura, muita fruta e dedicar meu tempo preparando refeições saudáveis mais saborosas. Um exemplo: amanhão vou fazer massa (ou um risotto, quem sabe...) com creme de abóbora e camarão. É rápido, fácil, saboroso e saudável. Depois de amanhã quero fazer arroz com cubinhos de frango e curry.

Também voltei a nadar e tenho um personal trainer que me massacra nos 60 minutos da minha aula de natação. Todas as minhas dores na coluna e afins desapareceram.

A verdade é que esses dias estou me olhando no espelho e a pele do meu rosto mudou em 2-3 semanas. Não tem cravos, espinhas, a pele está ficando brilhosa... e tudo isso sem gastar horrores com cremes da Lancome ou afins! LOL :-)

Enfim... decidi cuidar da pele diretamente com um dermatologista especializado em estética, assim ele mesmo faz e/ou me recomenda os cremes, de acordo com o meu tipo de pele, com a minha idade e com a estação do ano.

17.1.08

Quéops, Quéfren e Miquerinos


Na Wikipedia tem um link bem legal das três pirâmides. Observem que ao horizonte a gente vê toda a cidade. Como a cidade não é linda de morrer... humm... digamos que tira todo o explendor das pirâmides.
Link: aqui.

Incredible Egypt: o comércio dos turistas

Então...

Nós eramos turistas DIY: não fomos com agência de viagem, e nosso único guia eram as informações que lemos em sites de viagem. E também contamos sempre com a nossa "Bíblia para Viajantes: Lonely Planet.

Existem guias de viagem muitos mais "bonitinhos" e coloridos, com fotos, ilustrações, etc. Mas esses guias são para turistas. Viajantes usam guias práticos e com informações úteis.

No nosso hotel tinha uma espécie de business center, que servia tanto como agência de viagem, quanto um espaço para usar como internet point e para telefonar para o exterior, enviar fax, etc. Resolvemos comprar com eles uma excursão às pirâmides de Gizé (ou Guiza), que são as 3 pirâmides "urbanas" que estão dentro do Cairo + Esfinge.

O pacote que o hotel nos deu era bom, com motorista que vinha nos buscar na porta do hotel e nos trazer de volta. Tava parecendo bom demais, não é:

1) Na verdade o hominho que veio nos buscar, nos revendeu para outros hominhos... ele não era o nosso guia, na verdade ele era somente o nosso motorista, mas o hotel não nos explicou isso.

2) O nosso hominho-motorista não falava inglês, ou melhor, falava um inglês rudimentar e não sabia diferenciar as consoantes oclusivas labiais. Por exemplo: palace era pronunciando como "balaz. Ah! E ele não era o único.... Lindoooo de morrer o dia que outro hominho me pronunciou bazbort para "passaport". E considerando que eles também tem problemas sérios com vogais, já que na língua árabe as vogais são representadas por diacríticos, imaginem que maravilhaaaaaaaaaa se comunicar por lá. Mas tudo isso foi vivido com muito humor...

3) Quase chegando às pirâmides o nosso hominho-motorista nos levou ao Museu do Papiro. Lá ele nos vendeu ao hominho-papirólogo. Na verdade há várias lojas que se chamam Papyrus Museum, mas não são museu e, sim, uma normal loja que funciona da seguinte maneira... ou melhor... é uma armadilha (risos) que funciona da seguinte maneira:
a) O hominho te recebe cheio de sorrisos;
b) O hominho pergunta o teu nome e a partir daí ele te trata como se vocês fosses amigos de infância;
c) O hominho te oferece algo para beber;
d) O hominho pega uma muda da planta de papiro e constroi um papiro na tua frente.
Devo dizer que até aí a coisa é superrrrrr interessante. Aliás, ele nos deu uma aula super interativa. Mas ao terminar a parte interativa, começa a parte armadilha: uma queda-de-braço para te vender papiros, e te vender os papiros mais caros. Mas em queda-de-braço eu sou muito boa e acabei comprando somente 2 papiros de uns 18 euros cada um. Digamos que ele começou me mostrando um papiro de 150 euros.

4) Terminada a armadilha-papiro o nosso hominho-motorista nos leva para uma espécie de favela (mas para eles não é favela, é bairro...) e nos leva ao nosso guia, que por sua vez nos revende ao hominho-que-aluga camelos. Digamos que chamar é um eufemismo chamar o hominho de guia, porque ele sabia menos sobre a história das pirâmides do que eu. As pirâmides de Giza... hummm... são uma DECEPÇÃO. A esfinge... ohhh... é muito mais bonita nas fotografias.
Sabe aquelas coisas que você tem que usar a imaginação para poder imaginar toda a sua glória, importância, fascínio, etc?
Ainda considerando que a favela-bairro ao redor chega muito perto das pirâmides. Levando também em consideração que o nosso hominho-guia teve que pagar propina aos guardas para podermos cortar caminho com os camelos, e eles começaram a brigar em árabe.

5) Terminada a visita às pirâmides, tumbas e Esfinge, o hominho-guia nos revendeu ao hominho-que-aluga-camelos, que também possuia uma fábrica de essências. Digamos que a essa altura do campeonato eu estava PUTA DENTRO DAS CALÇAS, e querendo mandar todo mundo tomar no fiofó. Dizendo dentro de mim: "subdesenvolvidos, ladrões, desonestos, filhos-da-puta... quero ir emboraaaaaaaaa desse lugar agora!" Porque eu já sabia que eles iriam tentar vender a mãe. Mas sabem que não foi tão ruim? O hominho vende essências de todos os tipos de perfume, mas em forma de óleo. Era a antiga técnica que usavam para embalsarmar as múmias. E hojem eles reproduzem essência de qualquer tipo de perfume. Resumindo: comprei a essência do Chanel No. 5, pagando a bagatela de uns 30 euros, mas considerando que a quantidade de essência daria para fazer uns 5 vidros de perfume. Também comprei essência de flor-de-lotus e Federico comprou Davidoff. As essências são oleosas e dá até para colocar umas gotinhas na banheira. O hominho-camelo, que agora era hominho-perfume fazia questão de nos explicar quais flores eram usadas para as essências, como eles faziam os perfumes. etc.

6) Óbvio que a esse ponto eu não tinha mais dinheiro, então o hominho-motorista e o hominho-guia nos acompanharam ao caixa ATM e pagamos tudo.

7) O hominho-motorista ainda nos emprestou dinheiro (risos) porque o caixa eletrônico não dava mais do que 2.000 liras egípcias e, como sempre, Federico saiu do hotel sem levar nada no bolso.

8) Chegamos no hotel e eu fui pegar as 100 liras egípcias para devolver ao hominho-motorista. Ele reclamou perguntando se não daríamos uma gorjeta, porque ele ficou o dia todo à nossa disposição! Peraí... depois dele ainda ter tentado nos revender para uma loja de quinquilharias, de onde eu saí literalmente correndo, com o vendedor atrás de mim, dizendo: Madam, madam, good "brais" good "brais" (=good price). Federico disse que nós já havíamos pago pelo serviço dele, e pago muito bem.

Devo dizer que ao final desse dia eu estava com um humor do cão... mas do cão m-e-s-m-o. Em 1 dia de férias eu gastei uns 200 euros e se continuasse nesse ritmo eu estava vendo que iria à falência antes mesmo das minhas férias começarem.

Mas a partir daí fiquei malandra e Super-Neguinha entrou em ação...

Aguardem as próximas aventuras de Incredible Egypt.

16.1.08

Incredible Egypt: impacto inicial



O que dizer do Cairo? Tenho sempre medo de dar um julgamento que possa parecer depreciativo ou preconceituoso, mas... comparar e chamar uma cidade como Rio de Janeiro ou São Paulo, ou até mesmo qualquer capital do Brasil de "terceiro mundo" me pareceu uma ofensa diante do Cairo. Acho que se eu pudesse resumir o Cairo, arquitetonicamente falando, eu diria que é uma mistura da Barra Tijuca com a favela da Rocinha, mas tudo muitoooooo menos glamuroso.

A cidade é super poluída. O meu nariz e a minha garganta ardiam o tempo todo. Nada, é claro, que não pudesse ser suportado. O conselho é: levar sempre umas balinhas na bolsa e esses soros que a gente pinga no nariz. O trânsito é super caótico, as faixas para pedestre e os semáforos são quase inexistentes. Para atravessar a rua o truque é: calcular a direção e a velocidade dos carros e correr pra outra calçada. Aconselho pedir perdão de todos os pecados antes... porque se você cantar para subir, pelo menos vai para o andar de cima, certo?

O guia Lonely Planet aconselhava se juntar a algum morador local, e atravessar a rua junto com eles, que talmente acostumados ao ritmo local, "jamais" são atropelados.

Os carros são tão velhos, mas tão velhos, que é bem corriqueiro ver carros enguiçados e/ou motoristas empurrando os carros. E todos amassados ou arranhados. Todos dirigem fazendo zigue-zague e as vezes os carros ficam tão perto, que algum deles arranca o retrovisor do outro carro. Por isso que muita gente dirige com os espelhos retrovisores fechados.



Reservar um hotel também deve ser uma pesquisa minuciosa: não vale muito a pena escolher hotéis muito no centro da cidade. O barulho das buzinas e a chamada à oração nas mesquitas, pode fazer com que as horas de sono, para quem tem sono leve, sejam interrompidas. É sempre melhor pedir um andar bem alto e/ou quarto que não dê para a rua principal. Se isso for possível, é claro. Detalhe: o Hilton Ramses é um leeshoooooooo.

Depois de vencer o impacto inicial, chega a hora de começar a curtir a viagem. Eu acho que o tesouro mais rico é o que eu chamo de "material humano". As pessoas foram sempre maravilhosas. Acho que de um certo ponto eles são bem semelhantes a muitos brasileiros: curiosos, sorridentes, atenciosos, camaradas. Essa é uma das partes que mais me emocionou nessa viagem. Dizer que era brasileira e ver as pessoas abrirem dois olhos enormes, e um sorriso estupefato... e até me dar presentes :-)


Mas o que mais massageou o meu ego foi ser chamada de black princess, por um beduíno charmoso, que vestia galabiya (aquele "vestidão" branco e comprido que os homens usam) e kefia (o famoso "lenço" xadrex estilo Yasser Arafat). LOL :-)


Aguardem os próximos capítulos de Incredible Egypt!

15.1.08

Egito

Pessoas,

Ainda estou tentanto vencer a preguiça e contar para vocês meus 14 dias entre Egito e Oriente Médio.
Lembram quando o Joãozinho Trinta fez aquele enredo "O luxo e o lixo", ou algo do gênero, para a Beija-Flor?
Pois é... esse enredo poderia resumir o Cairo: é um luxo, mas também é um leeshoooo, como diria a purpurinada Katylene.

Para começar: escolha um bom hotel. Não aconselho escolher nada abaixo de um 4 estrelas. Muitos hotéis que no Oriente Médio são considerados 5 estrelas, para nós poderia ser um 4 estrelas com honras. Então escolher um 4 estrelas, pode ficar entre um 3 muito bom e um 4. Não quero nem imaginar um 2 estrelas (ou pensão ou whatever) no Egito. Eu teria muitooooo medo.
Nós ficamos no Concorde El Salam, da rede Concorde Hotels.

Vai de branquinha ou vai de pretinha?


Primeiro foi a branquinha, depois veio a pretinha. A verdade é que a segunda série de fotos para a campanha Armani underwear não fez tanto sucesso. Li num site gay que a foto não agradou ao público porque a cueca preta não valoriza bem o "pacote" do Bechkam.

Muito discretamente gay, será que Armani também umidificou com a primeira foto?

E vocês? Vão de branquinha ou de pretinha?

Eu, muito gulosa, vou com todas as duas.

14.1.08

Hello, pessoas :-)

Pouco a pouco volta um pouco de vontade de escrever...
Bom 2008 a todos.